Por volta de 2011 eu iniciei no meu primeiro emprego. Um colega da empresa me apresentou o podcast Jovem Nerd, que tinha tudo a ver comigo na época, e que ainda ouço até hoje, com bem menos frquência. Eu não conhecia podcasts. Gostei muito da ideia. Trabalhar ouvindo bons programas era ótimo e o Jovem Nerd, em especial, tinha episódios memoráveis. Foi por meio deles que conheci outro podcast, o 99 Vidas, sobre vídeo games, quando eles fizeram uma particiapação no Jovem Nerd. Olha só, já era 2013, e também acompanho o 99Vidas até hoje. Nessa ideia, na época, procurei outros programas para ouvir, achei vários, alguns ficaram pelo caminho. Dentre eles, conheci o Café Brasil. Diferente dos outros, onde participavam várias pessoas, o Café Brasil era apresentado apenas pelo Luciano Pires, e não me recordo de algum episódio com mais alguém além dele. Ouvi por um bom tempo, e o programa está de pé até hoje, mas parei há muitos anos.

O episódio do Café Brasil em questão é o 431, do início de 2014. Luciano explique que o episódio surgiu da descorbeta de um puro “deleite”. Tratava-se do canal de música YouTube, o Postmodern Jukebox (PJM). A primeira música apresentada é Burn. Na versão do PJM, um saxofonista toca o instrumento enquanto a campana está em chamas, sem contar as contoras alternando entre trechos da música, que também é muito bom. Ainda no Café Brasil, logo depois conhemos a versão de Royals cantada por um palhaço de dois metros de altura. Escolhas incríveis para apresentar o que é PJM.

O Postmodern Jukebox foi criado pelo pianista e arranjador americano Scott Bradlee. A ideia central é bastante simples, pois pegam músicas pop relativamente modernas e rearranjam como se tivessem sido compostas em outras épocas, como o jazz dos anos 1920/30, swing dos anos 1940, doo-wop dos anos 1950, soul, motown, ragtime, cabaré, big band, entre outros estilos. Algo como se eles perguntassem “que outra música está escondida dentro dessa músic”? E para ser sincero, eu não sei identificar quase nada desses estilos e me resguarda a gostar da música como ela foi rearranjada, ou não.

Eles não são uma banda. O PJM funciona mais como um coletivo musical liderado por Scott Bradlee do que uma banda tradicional com formação fixa. Existe um núcleo de músicos e colaboradores frequentes, mas cantores e instrumentistas mudam bastante entre gravações e turnês. Por isso podemos encontrar uma música com uma cantora, outra com um cantor completamente diferente, depois um quarteto vocal, sapateadores, violinistas, trombonistas etc. Vários artistas ganharam grande visibilidade justamente por aparecerem no projeto.

E, desde 2014, acompanho. Descobri muita música boa de lá pra cá. Se você gosta de música, recomendo o canal. Tudo feito por músicos profissionais e com muita qualidade. Dá pra passar horas e mais horas ouvindo.

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Last Update: 03/10/2026